26 janeiro 2006
22 janeiro 2006
Histeria
Uma bela e doce moça
De olhar tão triste havia
Ninguém sabia ao certo
Que de enferma ela tinha
Médicos de vários mundos
De todos os dons vieram
Mas nada do que usaram
Mas nada do que souberam
Fizeram na bela calar
As vozes e os tormentos
que vieram.
Repúdio foi o que ganhou
Por ter em suas entranhas
Algo que poucos viram
Algo que muitos estranham
Mas a sorte que ela achava
Que a havia ha muito abandonado
Veio por intermédio de Breuer
E Freud seu aliado
Que à mente e seus mistérios
A vida eles dedicaram.
E quando ela dormia
Um sono então forçado
Bradava em sonho suspiro
Algumas poucas palavras
Palavras estas tão soltas
Sentido nenhum faziam
Quando num mesmo papiro
Eles as escreviam
Com a atenção a muito dispensada
Para ajudar a moça ele faria
Pela nova ciência usada
A hipnose ele sabia
Que poderia desvendar
- mais um mistério
Que naquela mente se escondia
Muito se queria saber
Pouco se podia afirmar
O que preciso era
Para a doença curar
Primeiro era preciso dormir
Para em sono despertar
As emoções tão bem contidas
Em desabafo extravasar
Caminhando às próprias pernas
O mais novo fez-se escutar
Após a ciência nova
Pelo mundo a despertar
Por tratar-se de pisar
Nos mais misteriosos terrenos
Freud foi encontrar
Muito inimigos pequenos
Que não o fez parar
E nem desistir ao menos
Tomando a jovem moça
Como experiência vivente
Buscou cada vez mais
De maneira demais veemente
Pelos vastos campos andar
No profundo inconsciente
Mexeu com os desejos
E medos mais obscuros
Escondidos entranhados
No claustro mais seguro
Onde a repressão fez-se quebrar
Os mais intransponíveis muros
Da doce inocência infantil
Dos pequenos em liberdade
Viu a descoberta pueril
Do prazer sem a maldade
Essa ciência nova
Que dela vem gozado
Diz-se não ter partido
Diz-se não ter criado
Mas não se pode negar
Que dele posterior viera
A primazia do lastro
Da teoria por ele aprimorada
Pai da psicanálise
Assim alguém o chamou
Por seus feitos brilhantes
Por exímio doutor
Sigmundo Feud
Um legado ele deixou.
Monique Lima
07 janeiro 2006
...inspiração abaixo de zero.... A PRIMEIRA CRONICA

Sabe aquele dia em que a sua cabeça funciona lerdamente quando ela deveria está a mil por hora? Por quê? Por que você tem um trabalho importantíssimo e muito difícil de produzir ,lhe restam exatos 4 dias pra ultima data de entrega,aquela adiada e prorrogada zilhões de vezes por aquele professor linha dura da faculdade.Pois é.Você decide que o fim de semana é a melhor hora pra se fazer o bendito trabalho.
Acorda no sábado ás 7 da matina, teoricamente disposto, já que na sexta você aproveitou pra ver aquele filminho que você tanto queria e num tinha tempo,pois no fim de semana não vai poder fazer nada além do trocinho lá.Olha pro lado,todos dormindo, a cara amassada, você tenta levantar, se espreguiça e....paft!Deita outra vez. “Só mais cinco minutinhos”.Dessa vez somente cinco MESMO. Às 7 :06 você se joga da cama,vai tropeçando nas próprias pernas até a cozinha,prepara o café e volta pra cama com aquela desculpa de “só enquanto tomo café,durante o dia TV nem pensar!”, e liga a TV.Come, e continua assistindo àquele filminho,o final, do de sexta à noite, pois acabou dormindo de cansaço. 9 horas você desliga a TV resmungando da própria falta de força de vontade e pega o livro.
Abre e lê,relê, e lê outra vez...e seu nariz começa a coçar.Alergia. O livro tava empoeirado de tão largado que estava.Toma um antialérgico que te dá o maior sono. “Que merda!”, você pensa, “Logo hoje que estou tão atarefada”, e seu corpo começa a pesar, as pálpebras a fecharem insistentes e você numa atitude impulsiva e desesperada toma 3 copos de coca-cola com chocolate em barra.Ligadona.Volta para duelar com o livro,chato por sinal,sem nenhum resultado positivo.Dão 4 horas da tarde você termina o livro carrasco.Mas não é nada agradável a verdade: isso é só o começo,agora vem as pesquisas.6 horas da tarde aparece aquela visita e você grita: ainda bem graças a Deus,visita é coisa sagrada e é uma indelicadeza deixa-la esperar.
10 horas da noite você olha ao seu redor e só vê papel espalhado,anotações inúteis e o trabalho inescrupuloso ainda nem ta rabiscado.O sono vem outra vez te estapear e você reluta bravamente.Busca abrigo na tela do computador,agora que a rua e a sua casa está mais silenciosa...você pensa: “é agora..tudo calmo,ninguém pra me atrapalhar e nada a me distrair.” Você corre pra cozinha, pega biscoitos e aquele patê de bacon maravilhosos,morde o primeiro biscoito respira fundo e põe o titulo.Aí já levaram 15 minutos...quando vai chegando à metade da primeira página,sentindo que a inspiração e a iluminação divina estavam lhe absorvendo, a genialidade aflorando,a cena do professor carne de pescoço lhe premiando pela obra minha,e tomado pelo êxtase você olha desesperado o potinho e diz: CADÊ O PATÊ??? No fundo do potinho apenas uma manchinha rosada...ACABOU. É O FIM. O que fazer agora????Bem....já ta tarde...fica pra amanhã.

