Epitafio

Seu amor desapregou-se de mim em calafrios
Balouçando febrilmente frente-trás.
Vossa alma já dormente adoecida
As feridas renitentes à sarar.
Teu cheiro se apegou aos meus apelos
Me buscando dia e noite a sós estando,
Tua boca ainda está pelo corpo
Tateando labilmente sem cessar.
No meu corpo cabe mais de mil amores
Mas de ti se sacia sem te ter.
Esses olhos padecem tão tristonhos
Olhos meus tão cansado sem te ver.
Minha mão em ti repousa toda noite
O peito meu vigiando adormecer.
Se um dia acordar de mim vazio
Venha cedo,em um embalo,vem me ver.
Monique Lima
21/03/06

6 Comments:
Quando eu li esse poema, me recordo bem de como ele parecia gravitar-me. senti como que meus olhos estivesse sendo arrastados para o poema, totalmente indefesos diante do que eu lia.
muito bonito, monique. e mais, retratando o real.
mais uma vez falando de realidade... mais uma vez me vejo em diferentes situacoes dentro dos teus poemas...
lindo, lindo, lindo...
bjuuuuuuu
Simplesmente tocante
Nice colors. Keep up the good work. thnx!
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Não gosto de ser pleonástico, ficar dizendo o tempo todo que as poesias são ótimas, mas é a primeira vez que fico fã de uma poetiza, nem sei o que dizer.
Epitáfio é um ótimo título, e o verso último, trazendo ainda uma esperança de ter o amor de volta, fez a beleza de tudo.
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