
Não vou enganar-te
tenho medo..
de até onde meu pensamento possa chegar
numa noite como esta.
não vou enganar-te
tenho medo..
de escolher pés errados com os quais eu deva caminhar
esses passos incertos sustentados pelo que foi vivido
e a cada impulso dado sinto o nada sob os pés
num récuo de olhar sobre o passado
que é a mão que ampara enquanto conduz às cegas
pela folha em branco...
Tenho medo confesso
de que não me venhas mais esse sorrir mistificado,
solto, de mãos inquietas,ou que elas aquietem-se
somente em repouso entre as minhas..
Tenho medo confesso
de que me sáias apressado
num rompante despreendido,
como cera quente depilando num só golpe arduo
a nesga de amor em mim nascente
não vou enganar-te
tenho medo
da sensação avassaladora que me inunda neste instante,
e dura a vida inteira...
Monique Lima - JUL/05

6 Comments:
valha, eu realmente não comentei ou meu comentário foi devorado pelos bytes fagocitadores da net. Bem, não seja por isso... venho de novo aqui elogiar o poema aqui escrito
chamou minha atenção a menção á cera, principalmente por ser uma sensação que jamais experimentarei.
mas gostei realmente do desfecho, da sensação de imobilidade, estaticidade e principalmente dessa espécie de fatalismo dos dois últimos versos.
parabéns, muniqueeeeenha. muito bonito!
lindo Monique. Desculpe mas agora eu serei uma frequentadora assídua do seu blog. Culpa do Bruno. A gente se vê na uece. Espero ter oportunidade de conversar mais com vc, afinal fazzemos a mesma cadeira né.
realmente... todos esses medos existem... e em mim se apresentam constantemente...
adorei o poema, monique!!!
axo que o seu blog vai pros meus favoritos...
bjuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu
e ate terça!!!
Poxa, bem profundo.
Ser humano é sentir medo, é ter receio de ser rejeitado. Mas o medo torna nossas vitorias ainda mais preciosas.
Amei seu blog!
Vou passar aqui sempre pra dar uma olhada nas novidades!
até +!
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