Poema Arretadinho [Ciranda do aconchego]

À hora certa
A tarde tarda.
Abraços não contém
A falta farta.
Tanto carinho
Muita saudade
Os passos cantam
À liberdade.
O tempo vai
Tudo se esconde
A rua acaba
O sonho onde?
A casa cresce
Ao fim do dia,
Para onde foi
Minha alegria?
Está aí
Bem aí perto,
Onde meus ais
Cantam decerto.
Aonde cantam?
Aos teus ouvidos,
D´onde falou
Belo cupido.
O que ele disse?
Não sei o quê
Só entendi:
"Vai acontecer".
Bastou um olhar
Para saber,
E um sorriso
Ao perceber.
Que não foi farsa
Nem ilusão,
Algo chegou
Ao coração.
Tão puro,
E tão bonito,
Que desejamos
Ao infinito.
Que tudo passe
E nunca mude,
Esse amor que cresce
Em amiúde.
De onde vem
Toda essa rima?
Vem de além
E que exprima.
Toda a saudade
Que tenho no peito,
Coisa tão grande
Nem sei direito.
Como consegue
Tanto ficar
Tempo esse longe
De me abraçar.
Fico aqui
Nessa maldade,
Enquanto gasta
A mocidade.
Te mando um beijo
E essa saudade,
Saiba que espero
Cedo ou tarde.
Que venhas ver
Como é verdade,
Eu em você
Felicidade.
Monique Lima

1 Comments:
e é sempre tao bom ler seus poemas ^^,
felicidades moça, bjinhos!
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