16 agosto 2006

Poema Arretadinho [Ciranda do aconchego]



À hora certa
A tarde tarda.
Abraços não contém
A falta farta.

Tanto carinho
Muita saudade
Os passos cantam
À liberdade.

O tempo vai
Tudo se esconde
A rua acaba
O sonho onde?

A casa cresce
Ao fim do dia,
Para onde foi
Minha alegria?

Está aí
Bem aí perto,
Onde meus ais
Cantam decerto.

Aonde cantam?
Aos teus ouvidos,
D´onde falou
Belo cupido.

O que ele disse?
Não sei o quê
Só entendi:
"Vai acontecer".

Bastou um olhar
Para saber,
E um sorriso
Ao perceber.

Que não foi farsa
Nem ilusão,
Algo chegou
Ao coração.

Tão puro,
E tão bonito,
Que desejamos
Ao infinito.

Que tudo passe
E nunca mude,
Esse amor que cresce
Em amiúde.

De onde vem
Toda essa rima?
Vem de além
E que exprima.

Toda a saudade
Que tenho no peito,
Coisa tão grande
Nem sei direito.

Como consegue
Tanto ficar
Tempo esse longe
De me abraçar.

Fico aqui
Nessa maldade,
Enquanto gasta
A mocidade.

Te mando um beijo
E essa saudade,
Saiba que espero
Cedo ou tarde.

Que venhas ver
Como é verdade,
Eu em você
Felicidade.

Monique Lima

01 agosto 2006



Por um momento de luz;
Por um instante de paz;
Por um minuto de Deus;
Por um revés de Adeus;

Por um beijo no escuro;
Por um fruto maduro;
Por uma flor na calçada;
Por uma estrela;
Por nada;

Por uma mão sobre a outra;
Por uma coisa ou outra;
Por um sorriso frouxo;
Por uma lágrima só;

Por pés descalços;
Por embaraços;
Por caras feias;
Por papos e teias;

Por manha;
Por uma coincidencia tamanha;
Por abraços apertados;
Por suspiros calados;

Por uma vida a ter..
Por VOCÊ!"